quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Jesus vai em um Rolls-Royce à igreja do Reverendo Dollar 27/11/07 por Jorge MAJFUD.
















Em um movimento político pouco usual, o senador republicano por Iowa, Charles Grassley, iniciou uma investigação sobre possíveis práticas econômicas irregulares dos maiores telepastores dos Estados Unidos. Daí derivou-se o questionamento sobre um costume comum na maioria dos países do continente: as igrejas estão isentas de pagar impostos, enquanto seus líderes, pastores e empresários ficam cada dia mais ricos.
Este privilégio para as igrejas está ampardo, nos Estados Unidos e na América Latina, sob o aceito princípio de liberdade de religião. Não está claro, entretanto, porque o pagamento de impostos por uma igreja poderia significar um ataque à liberdade de culto. A prescrição de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus não ocorre nesses casos. Nem sequer quando o César é o próprio povo que deve trabalhar para manter essas fabulosas estruturas lucrativas. Em uma recente entrevista ao vivo por CNN (7 de novembro), Kyra Phillips e Don Lemon questionaram nosso vizinho de College Park, da Georgia, o multimilionário reverendo Creflo Dollar, por possuir dois Rolls-Royces, jatos privados, casas e apartamentos de vários milhões de dólares cada um, além de uma igreja multimilionária enriquecida pelas doações de ricos e pobres, muitos deles com sérias dificuldades econômicas.















Esses ministérios são qualificados como igrejas, e não estão obrigados a preencher declarações de impostos como sim devem fazê-lo outras non-profit organizations (organizações sem fins lucrativos). A tradição de justificar as riquezas materiais enquanto se predica o desprendimento do mundano para a salvação da alma é muito antiga. A Igreja católica tem sido — com exceções, como os teólogos da libertação e outros “padres de periferia”— há muito tempo, especialista na matéria. No caso das mega-igrejas protestantes, além de uma prática empresarial, a tradição está apoiada pela ética calvinista: a riqueza não é um obstáculo para entrar no Paraíso, mas uma prova das preferências de Deus, que resolveu castigar os pobres por sua pobreza. Este aspecto teológico é muito semelhante ao karma hindu, e seus resultados sociais também: a moral da alta casta é consumida, principalmente, pelas castas mais baixas. Em todo o caso, os pobres servem para que os ricos exerçam sua compaixão pagando periodicamente impostos morais que, mais tarde, servirão para financiar seu descanso no Paraíso.Um dos jornalistas de Atlanta recordou ao reverendo Dollar a recomendação que fez Jesus ao jovem rico que foi lhe pedir conselho, de se desprender de seus bens materiais para entrar no Reino dos Céus. Recomendação que terminou com a tristeza do homem rico e a observação do Mestre sobre a dificuldade que poderia ter para entrar no Céu, como a de um camelo que quisesse passar pelo buraco de uma agulha. Não obstante, o reverendo Dollar argumentou que se isso fosse exatamente assim, nenhum rico poderia entrar no Paraíso. Deste raciocínio se deduz que o Messias devia estar brincando ou talvez exagerasse um pouco. Está correto que o Filho de Deus baixou à terra com um montão de utopias subversivas, mas tampouco era para tanto. Com a realidade não se pode.
Citando artigo e versículo correspondente, o reverendo recordou que, na realidade, Jesus havia dito que para cada coisa que a pessoa se desprendesse receberia um prêmio multiplicado várias vezes. Alguns pensamos que Jesus se referia ainda a um prêmio moral ou ao Reino dos Céus; não ao Reino do Dinheiro. Mas sempre é tempo de aprender. Por essa nova razão teológica, segundo o Evangelho do Dinheiro, a riqueza de um homem com fé — com fé no Senhor — significa que foi premiado por seu hábito de se desprender generosamente de uma parte de suas posses. Não outra é a lógica da Bolsa de Valores: quem investe, separa-se de algo para multiplicá-lo. Nenhum empresário razoável espera investir um dólar em Wall Street, em Amsterdã ou em Xangai para receber um beijo ou a ascensão espiritual de que falava o Buda. Espera-se receber mais do mesmo: dinheiro, capitais, lucros financeiros. Aqui, os valores não são valores morais, nem um bem é o que se opõe ao mal.No século XVI, investir em indulgências significava que por alguns florins de ouro um violador podia obter o perdão do Vaticano e, conseqüentemente, o perdão de Deus. Mais antigo, e em curso, é a lavagem da consciência com o bom uso da esmola. A instituição da esmola é fundamental, porque o desprendimento deve ser voluntário e sem comprometer os ganhos. Como dizem muitos conservadores religiosos pela televisão, com sua eterna ansiedade proselitista, só assim, por um ato de vontade, prova-se a bondade do doador. Se a bondade passa pelo Estado, mediante a compulsiva cobrança de impostos aos ricos, estes eleitos de Deus, comete-se um sacrilégio. Deus não pode distinguir quem paga impostos de boa vontade e quem o faz com rancor. Tampouco Deus pode receber no Paraíso toda a Humanidade. Assim não vale. O Paraíso é um resort VIP com acesso limitado, não um direito democrático. Algumas igrejas, inclusive, definiram o número exato de membros possíveis. Como se no dia da criação da Humanidade, Deus houvesse se divertido imaginando um Inferno eterno onde arderiam suas pequenas criações, para regozijo de seus poucos preferidos, que contemplariam das alturas semelhante espetáculo de tortura coletiva, ou pior, virando a face ao horrível destino de seus irmãos.Não vamos dizer que necessitamos um Deus mais humanista, porque se supõe que existe Um só. Não vamos dizer a Deus o que tem de fazer. Em todo caso, não faria mal uma leitura mais humanista das Sagradas Escrituras para deixar de lhe atribuir condutas tão sectárias, materialistas e cheias de ódio ao criador de Tudo.O mexicano José Vasconcelos, fervoroso opositor da hegemonia norte-americana, recordou em “La raza cósmica”(1925) uma festa diplomática no Brasil: “Contrastou visivelmente a pobreza da recepção americana com o luxo de outras recepções; mas em honra da verdade, a mim parece admirável e digno de imitação o proceder ianque, pois os governos não têm o direito de fazer esbanjamentos com o dinheiro do povo”. Entretanto, assim como os Estados Unidos haviam sido fundados por revolucionários que se opunham à tradição monárquica e religiosa da Europa, e agora se identificam com os valores opostos do conservadorismo ortodoxo, assim também o original espírito “republicano”, que foi sinônimo de austeridade e democracia, hoje representa a ostentação e o elitismo. Assim também o cristianismo primitivo era todo ao contrário em comparação ao hoje triunfante cristianismo do imperador (São) Constantino.Quase ao final da entrevista, o jornalista lhe perguntou se pensava que Jesus teria passeado em um Rolls Royce, ao que o reverendo Dollar respondeu, com calma, algo assim como: “Penso que sim. Por que não? O Senhor andava em um burro no qual nenhum outro homem antes havia montado”.Deixo ao leitor que descubra a lógica deste reverendo raciocínio teológico.














Fonte: http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2007_11_01_archive.html

entrevista Slavoj Zizek 10/10/07

Slavoj Žižek (Liubliana, 1949) grita, ri, aplaude. Os movimentos dos seus braços tornam-se convulsivos, mas do personagem emana uma grande cordialidade. É um filósofo pluridisciplinar que se deu a conhecer nos círculos psicanalíticos e, em pouco tempo, se converteu numa estrela do pensamento contemporâneo. Colabora no The New York Times, é professor convidado nas universidades de Paris (onde estudou), Columbia, Princeton e Georgetown e preside à Sociedade para a Psicnálise Teórica da Eslovénia. A partir de Karl Marx, Lenine e de Jacques Lacan efectua uma crítica sistemática da pós-modernidade e exige a reinvenção de uma ética de esquerda capaz de enfrentar a revolução tecnológica e a biomedicina. Vive num pequeno apartamento de Liubliana, na capital eslovena. O mobiliário é barato e a roupa está guardada nos móveis da cozinha. - Como decidiu ser filósofo?- Penso que para se bom em qualquer coisa faz falta uma vocação alternativa. Como é o caso de Levi Strauss que queria ser músico e se tornou antropólogo. Eu, desde a adolescência, sonhava em ser realizador de cinema, mas aos 18 anos comecei a estudar filosofia. Foi como a descoberta de São Paulo a caminho de Damasco. Nunca tive dúvidas. Comecei a estudar a escola de Frankfurt e de outros marxismos dissidentes, e ao chegar à universidade fiz-me heideggeriano, que na Eslovénia era o máximo da dissidência.
- Por que Heidegger era considerado dissidente?- Cada uma das repúblicas da Jugoslávia tinha adoptado uma filosofia diferente, mais próxima de cada um dos grupos no poder. Na Eslovénia imperava a Escola de Frankfurt. Na Croácia preferiam os marxistas da Praxis e Heidegger: para ascender no partido comunista croata convinha dominar a femenologia. O da Sérvia era muito diferente, filosofia analítica. Então, quando surgiu o estruturalismo, Lacan, Foucault, Althusser e demais, aconteceu que as escolas rivais da Eslovénia, a de Frankfurt e a de Heidegger, esqueceram as suas diferenças para enfrentar-se de uma forma feroz, paranóica, contra os estruturalistas. Isso intrigou-me. Eu tinha 21 anos. Passei os seis ou sete anos seguintes a ler, de uma forma confusa, a teoria francesa, um pouco de Foucault, um pouco de Derrida, até que descobri a minha própria seita: sou um estalinista ortodoxo lacaniano, dogmático e nada dialogante.
- Como pode recusar o diálogo?- O meu lema é: nenhuma liberdade para os inimigos da liberdade. Não, seriamente, a filosofia é necessariamente dogmática. Conhece algum diálogo filosófico que tenha funcionado? Os de Platão? Nada sai dai, sobretudo nos diálogos dos sofistas da última época em que há um tipo que fala todo o tempo, enquanto o interlocutor se limita a dizer “ó sim, por Zeus, quanta razão tens”. Heidegger tinha razão quando dizia que cada filósofo tem uma percepção fundamental e limita-se a repeti-la ao longo da sua obra.- Qual é a sua percepção fundamental?- O meu problema é o seguinte: nós, da esquerda, ainda não dispomos de uma boa teoria sobre o que foi o estalinismo. A Escola de Frankfurt, Jurgen Habermas, todos estavam obcecados com o marxismo e o anti-semitismo, mas não disseram nada sobre o estalinismo. Existe um livro de Herbert Marcuse, mas não é mais do que um interpretação dos textos dos congressos do PCUS. Quando se lê Habermas nunca se poderá adivinhar que, enquanto o filósofo escrevia, existiam duas Alemanhas.Um amigo da Escola de Frankfurt explicou-me que não analisaram os estalinismo para não parecerem anti-comunistas. Como? Mas se eram abertamente anti-comunistas! Alguns apoiaram a intervenção dos Estados Unidos no Vietname!Qual é a percepção fundamental da Escola de Frankfurt? O que chamam a dialéctica do iluminismo, significa que existe um potencial opressivo e totalitário no iluminismo moderno europeu. Há melhor exemplo que o Estalinismo? Enquanto o fascismo estava abertamente contra o iluminismo, o estalinismo constituía-se como um iluminismo radical. Não digo que o estalinismo tenha sido melhor que o nazismo, afirmo que há nele algo de enigmático e de desconhecido.Um detalhe revelador: os presos do Gulag tinham a obrigação de enviar a Estaline telegramas de felicitações pelo seu aniversário. Alguém imagina os judeus de Auschwitz a felicitar Hitler? Pela mesma razão, o nazis não organizaram processos para que os judeus confessassem que participavam numa conspiração mundial contra a Alemanha.Os estalinistas, pelo contrário, necessitavam de confissões de arrependimento, porque consideravam que um traidor, inclusive, integrava a razão universal e podia ver a sua própria mentira.
-O nazismo e o estalinismo desembocam igualmente num anti-semitismo brutal.- É a modernidade. Até à Revolução Francesa, o objectivo consistia em baptizar e cristianizar os judeus. Acreditava-se na emancipação. Depois dizia-se que o problema radicava na sua natureza e portanto só restava matá-los. É curioso, os modernos crêem ser mais “liberais” que os pré-modernos e isso não é assim.-Auschwitz é a grande tragédia da nossa época.- Sim. Mas aquilo não pode ser representado como uma tragédia. Já reparou que os melhores filmes sobre o Holocausto são comédias. Filmes como “A Vida é Bela” ou outros italianos, “Sete Belezas”…Quando as coisas são demasiado horríveis há que explicá-las no campo da comédia, porque a tragédia requer dignidade. E não houve dignidade em Auschwitz, nem nos juízos do estalinismo.Na Eslovénia, depois da guerra, tivemos um processo atroz, o chamado caso Dachau. Os sobreviventes do campo de Dachau foram detidos e acusados de cooperar com os nazis, porque se tivessem sido bons comunistas teriam sido mortos. Foram culpados de sobreviver.-Há dignidade na guerra do Iraque?- Escrevi sobre isso, utilizando uma velha parábola iraquiana: um tipo queixa-se a um outro, dizendo que lhe devolveu um cantil furado que lhe emprestou. O outro responde que nunca lhe pediu emprestado um cantil. Logo, conclui que o devolveu intacto. E acrescenta que já estava furado quando o levou emprestado.As justificações de Washington para a guerra do Iraque são igualmente incongruentes. George Bush garantiu que o Iraque possuía armas de destruição maciça. Mais tarde, que ainda que não tivesse essas armas, cooperava com a Al Qaeda e constituía uma ameaça para o mundo. No final, argumentou que Saddam Hussein era um ditador terrível e que isso era razão suficiente para derrubá-lo. Na realidade, as razões eram a extensão da democracia, a demonstração da hegemonia mundial dos Estados Unidos e o controlo do petróleo, argumentos incongruentes entre si que condenavam ao fracasso da invasão.-Os Estados Unidos utilizam a tortura na sua “guerra contra o terror”. - Estou contra a tortura, mas posso compreender certas situações. Imaginemos um velho exemplo, tenho ante de mim um tipo que sabe onde está sequestrado o meu filho: não posso prometer que não o torturaria pessoalmente até me dar essa informação. O importante é manter a distinção entre um caso desesperado e a legalização da tortura. Todos sabemos que a CIA é especialista em interrogatórios violentos e brutais, mas não devemos aceitar que se fale da tortura como algo normal.Alguma coisa está a mudar na moralidade pública nos Estados Unidos. No outro dia, na televisão, um congressista conservador fez o seguinte raciocínio: os nossos prisioneiros eram desde o início “objectivos legítimos” de guerra mas como sobreviveram aos bombardeamentos podemos fazer com eles o que queiramos, já que desde o princípio tínhamos o direito de os matar.Pôs-se em marcha uma “revolução silenciosa”, as regras fundamentais da ética estão a mudar e nós não queremos sequer estar a par disso. Sobre isso estou de acordo com Habermas.-Habermas está bastante de acordo com o Papa Benedicto XVI. Escreveram um livro a meias.- Estou de acordo com o diagnóstico de Habermas, mas não com as soluções que propõe. A sua atitude é puramente defensiva: não façamos isto, não façamos aquilo.Não podemos dizer, como Habermas, que há um limite na eugenésia e não devemos ultrapassá-lo. Temos que reinventar a ética. Hoje é possível implantar um chip num rato e teledirigi-lo. Obviamente, será possível fazer o mesmo com o ser humano.-Isso é criar um Golem-Coloca-se uma questão filosófica: como sentirá o ser humano esse controlo remoto? Terá consciência que o controla uma força exterior? Acreditará que é ele mesmo o emissor das ordens? Inclino-me para a segunda hipótese: o ser humano teledirigido não se aperceberá de nada, sentir-se-á livre.-Jurgen Habermas propões uma drástica auto-limitação da investigação científica para não destruir a essência do ser humano.- E isso como se faz? É impossível. Se podem-se manipular os genes, vão ser manipulados. Os chineses já estão a experimentar o controlo remoto do cérebro. Isso espanta muito as pessoas religiosas. No outro dia participei, em Viena, numa mesa redonda em que se encontravam dois Bispos. Perguntei-lhes porque estavam contra experiências com o cérebro. “Porque o homem é uma criatura divina, com uma alma divina, etc”, responderam-me. Mas, se não somos simples mecanismos biológicos, se temos uma alma imortal, podem-nos fazer o que seja ao cérebro. Sobra-nos a alma, não é?Não, os Bispos são secretamente materialistas e temem que, na realidade, só sejamos o nosso cérebro. Um Bispo bastante esperto observou que o cérebro era um televisor e a alma um descodificador, necessários um ao outro.Esse foi um argumento inteligente, mas falso. Se um remédio pode fazer-me mais valente, mais lúcido, mais generoso, onde é que fica a ética? Significa que somos só química. Somos então livres? Eu acredito que sim. Mas se bloquearmos a experimentação científica só estaremos a manter uma ficção de liberdade.- Cita com frequência Lenine e escreveu um livro sobre ele.- Muita gente discute sobre a escassa participação das mulheres na política e sobre se convém estabelecer quotas. Zapatero não se entreteve com debates e impôs as quotas. Isso é leninismo: deixemos de esperar pelas condições objectivas, façamos e vejamos se funciona.Sobre a minha posição política existe uma certa confusão. Escrevi um livro sobre a actualidade do pensamento leninista, mas o que proponho é “repetir” o leninismo no sentido que Walter Benjamin dava à palavra “repetir”. Isso pressupõe reconhecer que Lenine está morto. Não tenho soluções, declaro-me mais pessimista que os partidários das “terceiras vias”. Para mim, Tony Blair é um grande traidor. A esquerda deve ser reinventada.-Pode-se pensar numa esquerda à margem do capitalismo?- Há quem considere o meu leninismo como uma provocação. Também há que se ria do “fim da história” anunciado por Francis Fukuyama, mas todos actuamos como se Fukuyama tivesse razão, como se o capitalismo liberal fosse a culminação do progresso. Não estou louco nem preconizo a fundação de um novo partido revolucionário. Só proponho que mantenhamos a mente aberta e não acreditemos que a tolerância, o Estado do bem-estar e as “terceiras vias” constituam valores supremos.-A respeito do capitalismo ele tem demonstrado uma capacidade enorme de vencer que o pretende contradizer- Verdade. Vivemos várias vezes a “crise final” do capitalismo. Para Marx foi o imperialismo, para Estaline foi o fascismo…o capitalismo está sempre em crise e está cada vez mais forte. Agora há bastante gente que acredita secretamente que uma grande catástrofe ecológica acabe com o capitalismo. Pelo contrário, imaginem-se as oportunidades de negócio que se abririam com uma grande catástrofe?

Fonte: http://brigadasinternacionais.blogspot.com/2007_10_01_archive.html

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O HORROR TEM EXPLICAÇÃO



Quando se fala da 2ª Guerra Mundial, no cinema, na TV, nos jornais e nas revistas em quadrinhos, vem a tona o clássico museu de horrores. A escola não tem como escapar e, levada pela onda, veicula também frente a atônitos jovens a visão Boris Karloff da História. Eis como ela se resume: 1 350 000 toneladas de bombas despejadas, a maior parte sobre populações civis; 55 milhões de mortos; dezenas de cidades históricas reduzidas a pó com seus tesouros milenares; campos de extermínio e tortura; experiências científicas sádicas com porquinhos-da-índia humanos. Por toda parte fome e devastação, hordas de refugiados trêmulos, feridos e aleijados arrastando-se como espectros em busca de um inexistente abrigo.
A exibição desse painel, nas décadas de 50 e 60, incendiou e feriu a imaginação dos atuais quarentões. E, quando pedíamos uma explicação, a que nos davam era ainda mais absurda e sinistra: tudo isso fora por nada, só porque um pintor fracassado, com a cuca cheia de cerveja e frases de Nietzsche resolvera dominar o mundo. Graças a Deus, fora detido em tempo pela cruzada mundial das democracias (em cujas fileiras se incluíam Stalin e o nosso fascismo doméstico!). E o Bem, encarnado na forma de duas bombas atômicas, conseguira finalmente vencer o Mal.
Mas o professor secundário, que afinal é um educador e não um encenador de história de Drácula, bem pode deixar para a TV e os filmes essa versão: inspirada em louváveis propósitos de propaganda antinazista, ela tem efeitos letais sobre a inteligência juvenil, que, ao ver fatos grandiosos e horrendos boiando no vácuo da mais inexplicável gratuidade, não pode deixar de concluir que o mundo dos adultos é, em si mesmo, tão doido quanto o sonho nazista de dominá-lo. Qualquer primeiranista de Psicologia conhece o efeito hipnótico e fascinante do horror exibido sem explicação. E qualquer educador que tenha dois grãos de sensatez poderá, numa aula sobre 2ª Guerra Mundial, obter um resultado melhor do que levar involuntariamente os alunos à convicção de que Hitler, afinal, como o próprio Drácula, talvez tivesse lá seus encantos. Aliás, ele não bebia nem fumava e era vegetariano, o que o torna ainda mais simpático a certas mentalidades.
Mas como fazer? Como encontrar, sob o aranhol de maldades e loucuras, o fio sutilíssimo de alguma razão de ser, que, sem desculpar o crime moral, atenue ao menos a impressão de absurdidade lógica do que fizeram os alemães? Quem nos dá a Hitler em revistapista é um outro alemão, o historiador e economista Max Weber (um dos mentores da República liberal de Weimar, destruída pelo nazistas). Diante da confusão dos fatos históricos, dizia Weber, é preciso buscar a intenção que os homens tinham e o significado que, certo ou errado, atribuíam ao que faziam. Aí até um Hitler pode aparecer reduzido a proporções humanas e compreensíveis (loco si, pero no tonto, como diria Cervantes) e despido da aura satânica que, numa época de rebelião generalizada contra a divindade, só faz dignificá-lo.
Que é que Hitler queria? Após cinco décadas de pesquisas, seus planos são hoje bem conhecidos. Hitler havia estudado História - o bastante para conhecer as advertências que, desde o século passado, anunciavam o fim próximo do domínio europeu e a emergência de novos poderes. "Durante os anos intermediários do século 19", afirma o historiador britânico Geoffrey Barraclough, "escritor após escritor predissera a decadência da Europa e a ascensão da Rússia e dos Estados Unidos como as duas grandes potências mundiais." A expansão industrial desses dois países, de 1890 a 1914, ultrapassou a de seus rivais europeus, parecendo confirmar a previsão, a qual, em 1918, com o sucesso do livro de Oswald Spengler, A Decadência do Ocidente (que teve entre seus assustadíssimos leitores o jovem Adolf Hitler), saiu do círculo dos estudiosos para tornar-se lugar-comum e alimentar o debate político.

APENAS UM PASSO
O rumo das coisas logo após a 1ª Guerra atenuou temporariamente os temores europeus. De um lado, os EUA, ressentidos com o rechaço das propostas do presidente Woodrow Wilson na Conferência das Nações, Culto a Hitlerhaviam-se fechado no isolacionismo. De outro lado, a nova Rússia soviética, atrapalhada com seus problemas internos, mandara às urtigas o plano trotskista de revolução mundial e fora lavar sua roupa suja em casa, sob o lema do "socialismo num só país". Em suma: a águia americana fora chocar seus ovinhos, e o urso moscovita entrara em hibernação. A subida dos novos poderes fora interrompida em pleno ar, e o leão europeu parecia novamente ocupar o palco sozinho.
Mas era só aparência. Afinal, o alegado isolacionismo não adormecera os planos norte-americanos de expansão no Extremo Oriente (foi justamente por mexerem demais nesse vespeiro que os americanos estouraram a paciência japonesa), e de outro lado o socialismo "num só país" não diminuíra em nada a agitação comunista nos demais países. Em parte alguma o caráter provisório da situação européia era mais visível do que na Alemanha. Os alemães puderam sentir o peso do poderio americano em tempo de paz quando tiveram de depender de banqueiros de Nova York para pagar indenizações de guerra aos franceses. Por outro lado, a esquerda alemã estava tão forte que conseguira, com uma greve geral, deter um golpe militar e promovera insurreições armadas em Hamburgo e na Saxe-Turíngia. Diante disso, alguns (entre os quais Hitler, que acabara de entrar na política) entenderam que os ovos da águia acabariam produzindo águias e que o urso estava dormindo com um olho aberto.
Daí ao projeto de um novo império europeu que se levantasse como um Sansão entre as duas colunas para derrubá-las era apenas um passo. Mas quem o daria? No fundo, a idéia estava na cabeça de muita gente - que de nazista não poderia ter nada, mas, tendo sido educada em princípios e valores europeus, temia que com o fim da Europa o mundo fosse deixado à mercê da tecnocracia americana e da violência comunista, pondo fim a uma era de liberdade, cultura e humanismo. O que essa gente não via era que a liberdade, a cultura e o humanismo tinham sido só para os europeus e se fundavam na opressão dos povos coloniais (que depois da 2.' Guerra acabariam pondo suas esperanças na tecnocracia ou no comunismo). Também não via que a mesma disputa de interesses coloniais encerrava cada potência européia num exclusivismo nacionalista, fazendo com que a idéia da unidade européia, tão ardorosamente defendida no papel (entre outros, por Winston Churchill), tivesse de se contentar com as lisonjas e acabar sem nenhuma tradução na prática. Desprezada pelos poderes, a idéia ficou solteira, até que veio um aventureiro - Adolf Hitler - e dela lançou mão, dando como dote à noiva raptada o corpo e a força agente de um organizadíssimo movimento de massas. E tão providenciai parecia ela que mesmo assim germanizada - vale dizer: posta a serviço de um exclusivismo nacional entre outros - conquistou multidões de adeptos em toda a Europa, e não só na Alemanha.
Não há por que evitar os fatos deprimentes. Às vésperas da invasão da Renânia (1933), o nazismo ainda era visto com simpatia por boa parte dos franceses. Os ingleses que achavam Hitler a very kind gentleman não moveram um palito em defesa dos interesses franceses na Renânia, e somente palitos simbólicos em defesa da Polônia (invadida emPasseio? 1º de setembro de 1939, começo "oficial" da guerra). "Nada mais ilusório", diz Samuel S. Salinas - um dos poucos historiadores brasileiros atualmente dedicados à 2ª Guerra Mundial -, "do que imaginar que o mundo se levantou em peso numa grande cruzada contra o nazismo. Quando Hitler pôs as manguinhas de fora, o máximo que todos fizeram foi tentar apaziguá-lo com ofertas de colônias na África e na Ásia."
Por quê? Eram todos nazistas? Não. Eram europeus, e não tinham vontade de reagir pela violência porque a Alemanha, país europeu com um discurso europeu, não lhes parecia o perigo maior. Foi assim que Hitler - escorado, doutro lado, no pacto de não-agressão que firmara com Stalin - pôde ocupar a Áustria, a Tchecoslováquia, a Polônia sem maiores problemas, e finalmente tomar em quinze dias (por telefone, ironiza Salinas) uma França onde a direita não pretendia hostilizar o suposto líder do europeismo anticomunista e a esquerda não queria votar verbas militares para não fortalecer o "Estado burguês" nem desagradar a Stalin, que andava de namoro com Hitler. (Quando depois Stalin mudou de política e o premier Lavai lhe perguntou o que fazer com os antimilitaristas franceses, Stalin respondeu: Enforque-os.) Em suma: ao apropriar-se da idéia da unidade européia, Hitler lisonjeou e confundiu milhões de europeus, que se transformaram, assim, involuntariamente, em cúmplices dele contra seus próprios países, ao menos por omissão.
A coisa mais estranha foi que ele não enganou só aos outros mas também a si mesmo, pois nunca pareceu enxergar a menor contradição entre ser o apóstolo da unidade européia e, ao mesmo tempo, um nacionalista alemão fanático. Com a mesma naturalidade ele visitava reverentemente o túmulo de Napoleão Bonaparte, de quem se imaginava um sucessor, e pregava a subjugação das "raças inferiores", das quais emergira o general francês. Os melhores biógrafos - Shirer, Fest, Toland - deixam claro que Hitler acreditava de fato em ambas as coisas. Essa contradição acabou por se refletir na condução da política e da guerra, levando ao desastre o plano do Grande Império.
Para compreender o plano total de Hitler, é preciso colocar num mapa a totalidade dos territórios onde ele pretendia estender o domínio ou pelo menos a influência alemã: o mundo que Hitler inventou. Se compararmos esse traçado imaginário com um mapa de como o mundo ficou realmente depois da 2ª Guerra, compreenderemos, ao mesmo tempo, por que a guerra se travou e em que ela determinou o curso da História nos anos subsequentes.
O mapa mostra:
1. As zonas efetivamente ocupadas pelas armas alemãs.
2. As zonas pretendidas por Hitler.
3. As zonas coloniais pertencentes aos países europeus que Hitler invadiu, as quais, assim, entravam na órbita de influência alemã.
4. As zonas coloniais pertencentes a países aliados da Alemanha (Itália, Japão) e a países oficialmente neutros, mas colocados sob a órbita de influência alemã (Espanha, Portugal).
5. As zonas pretendidas é ocupadas pelo Japão.
Somem tudo e verão que Hitler de fato desejava tirar a Europa da condição de território espremido entre dois gigantes emergentes (URSS e EUA). Sua pretensão era suprimir a URSS e deixar o mundo dividido em apenas dois blocos: Europa, de um lado (abrangendo os Impérios Britânico e Alemão, e sustentada a Oriente pelo Japão), e, de outro, os Estados Unidos.
Última fotoSegundo Salinas, houve uma diferença fundamental entre a 2ª Guerra e as anteriores guerras européias: estas tinham sido em geral pela posse de territórios coloniais, ao passo que a 2ª Guerra foi essencialmente intra-européia. Hitler não se interessava por colônias na Ásia e na África (mesmo porque era mais fácil dominar diretamente as metrópoles, como de fato ele fez). A região cobiçada pela Alemanha era somente a do Leste europeu (sobretudo a Ucrânia), onde se encontravam os minérios de que o país necessitava para alimentar sua potente indústria siderúrgica. Mussolini, que, aliás, foi mais um instrumento do que um aliado, ainda tinha na cabeça uma idéia antiquada de guerra colonial ao velho estilo, e nunca atinou bem com a novidade da situação, mas Hitler inventou um novo tipo de imperialismo, mais "científico" e calculado. Não foi à toa, afinal, que ele recebeu, através de seu companheiro Hess, as lições de um dos principais fundadores da geopolítica, o Coronel Karl Haushofer, figura de gênio sinistro e misterioso.
O novo tipo de guerra também tinha de ser rápido, porque a Alemanha precisava vencer a corrida contra o tempo e deter a expansão industrial dos adversários. Por isso Hitler inventou o conceito de guerra total, que envolvia toda a população civil no esforço militar e dispensava, no campo de batalha, a obediência às velhas regras da ética militar. Esta foi uma das causas de sua derrota, porque os russos revidaram na mesma linguagem. Na batalha de Stalingrado, por exemplo, romperam a velha regra que mandava um exército render-se tão logo cercado: após a "vitória técnica" obtida pelos alemães, os russos continuaram combatendo até a vitória final. A resistência russa foi decisiva para a derrota de Hitler: nada menos de 70 por cento dos efetivos alemães combatiam na frente russa, e foi lá que o novo estilo de guerra, levado às últimas conseqüências, se voltou contra seu inventor.

O EFEITO CONTRÁRIO
Sepultado o Reich, a História seguiu seu curso:
1. O Império Britânico poderia ter saído ileso num mundo dominado por Hitler (certamente esta consideração pesou muito na demora dos ingleses em mexer-se contra o invasor da Polônia e da França), mas saiu estilhaçado da guerra e não pôde sobreviver no novo mundo criado pela divisão de poder entre URSS e EUA. Exatamente como Hitler havia previsto.
2. A União Soviética, que Hitler pretendia subjugar inteiramente, acabou sendo a grande vencedora da 2." Guerra, pois não só estendeu consideravelmente seus territórios como conseguiu, com a vitória, disseminar por toda parte a influência da ideologia comunista.
Sem ampliação3. Os Estados Unidos consolidaram sua posição dominante na América Latina (onde até a guerra havia muitos governos simpáticos ao nazismo, e portanto potencialmente hostis aos americanos) e assentaram suas bases em muitos pontos do Extremo Oriente, que cobiçavam desde o século passado.
4. Os Estados Unidos tornaram-se a influência dominante na Europa Ocidental (doravante uma indefesa ovelhinha ao lado do urso soviético) e nas áreas coloniais antigamente pertencentes ao Império Britânico.
5. Com a queda do Império Britânico e o enfraquecimento das demais potências coloniais - que invadidas por Hitler se tornaram dependentes dos Estados Unidos, após o término da Guerra -, a quase totalidade dos territórios coloniais se transformou em nações novas independentes, algumas neutras, algumas comunistas, algumas pró-americanas.
Enfim: o resultado que Hitler obteve foi exatamente o oposto do pretendido. Na verdade o que ele fez foi despertar o urso e irritar a águia, que se juntaram e comeram o leão europeu. O projeto do Grande Império terminou por liquidar o poder da velha Europa e instaurar os EUA e a URSS como potências dominantes - do que surgiria depois uma nova disputa que veio a ser denominada "Guerra Fria".
As causas do fracasso de Hitler foram muitas e complexas. O que é seguro é que, entre elas, esteve a contradição entre europeismo e nacionalismo. O sucesso internacional de Hitler, no começo, se deveu ao caráter oportuno de seu diagnóstico quanto à situação européia, a longo prazo. Porém, a solução que ele propôs - o Reich alemão - não fez senão tentar comprimir um problema de escala européia nas dimensões estreitas do interesse nacional alemão. Não é de espantar que, nessas condições, o nacionalismo alemão tenha se radicalizado ao ponto do fanatismo e da demência racista, tornando-se tanto mais extremado e feroz quanto menos adequado ao objetivo mais geral de promover a unidade européia. Sem dúvida houve muitos outros fatores, mas este não pode ser esquecido.

Olavo de Carvalho
Consultor: Samuel S. Salinas, historiador.

O Eixo e os AliadosA guerra em classe
A guerra é a continuação da política por outros meios. A frase é do general prussiano Karl von Clausewitz
(1780-1831), considerado um dos maiores gênios militares que o mundo já produziu.
Em seu livro, Sobre a guerra - até hoje matéria obrigatória nas academias militares -, Clausewitz aconselha que o comando supremo das forças armadas durante os conflitos militares deve ficar nas mãos dos políticos, e não dos generais, já que as guerras são apenas momentos das relações políticas entre os Estados.
Essas reflexões do velho prussiano podem desagradar a alguns generais modernos, que não fazem guerras mas volta e meia querem transformar o Estado numa grande caserna. Mas são um bom fio condutor para trabalhar em classe o tema das guerras mundiais, conflitos armados contemporâneos, como os do Oriente Médio, ou ainda os grandes lances diplomáticos da atualidade, como a política de desarmamento nuclear proposta por Gorbachev e a unificação econômica da Europa.
Nas discussões sobre a 2ª Guerra Mundial, a historiadora Déa Fenelon, autora de A guerra fria (Brasiliense, coleção Tudo é História), sugere que se procurem as contradições entre o discurso nacionalista alemão e os interesses internacionais e colonialistas em jogo. O país do fuhrer realizou tardiamente sua revolução industrial e chegou atrasado às fontes de matéria-prima e aos mercados internacionais, encontrando-os já loteados entre as potências econômicas da época. Daí a importância da doutrina da "conquista do espaço vital" e o papel do Estado no desenvolvimento do capitalismo alemão. A guerra, segundo a historiadora, é o resultado de interesses contraditórios e até excludentes das diferentes burguesias nacionais, gerados pela acumulação capitalista.
Da unificação européia pretendida por Hitler até os "Estados Unidos da Europa" sonhados por Churchill (que começará a tomar forma em 1992) são mais de 50 anos de relações internacionais oscilando entre as armas (os "outros meios" referidos por Clausewitz) e as mesas de negociações. Nesse período, a divisão política do mundo mudou. Com a redivisão da Europa e a descolonização da Ásia e da África - subprodutos da 2ª Guerra -, impérios desabaram e novos países surgiram. O mapa-múndi dos atuais estrategistas da unificação européia é diferente do utilizado pelos estados-maiores das tropas do Eixo e dos Aliados.
As mudanças desse período oferecem vários pratos cheios para o trabalho em classe. O primeiro deles pode ser o levantamento dos principais fatos políticos do período e as causas das mudanças no mapa-múndi. Devem-se destacar os interesses econômicos em jogo, o momento em que a diplomacia é substituída pelas armas (e vice-versa), como também o novo alinhamento dos países. No pós-guerra, o avanço do socialismo em vários pontos do mundo gerou tensões entre os dois grandes vencedores, Estados Unidos e União Soviética, e o planeta foi dividido em "áreas de influência" das superpotências.

MUDANÇAS ECONÔMICAS
O mapa do Brasil, por exemplo, não mudou, mas sim sua economia e relações internacionais. Antes de 1940, as grandes empresas internacionais importavam matéria-prima brasileira e vendiam aqui seus produtos industrializados. Após a guerra, passaram a atuar diretamente no mercado interno. São a Ford do Brasil, a General Eletric do Brasil, Nestlé do Brasil e tantas outras empresas "do Brasil" que marcam a presença das multinacionais.
O levantamento da participação dessas empresas na economia, feito pelos alunos em supermercados, lojas de eletrodomésticos, concessionárias de automóveis, publicidade na imprensa ou revistas de indicadores econômicos (como Visão, Exame, Dados e idéias), pode ser um bom começo para estudar as mudanças econômicas no país, o conceito de imperialismo e a nova face que ele assume no pós-guerra.
Os regimes políticos O geógrafo Douglas Santos, autor do livro didático Geografia - o espaço mundial (Atual), diz que é importante perceber que, após a guerra, o imperialismo capitaneado pelo Estado cede lugar definitivamente à ação direta das empresas, cujos capitais, muitas vezes, têm origem em diferentes países. A busca do vínculo entre a expansão das multinacionais, o processo de descolonização e a internacionalização do mercado interno dos países subdesenvolvidos é fundamental para entender a lógica das relações internacionais e as contradições econômicas do Brasil.
Para trabalhar esses fatos em sala de aula os livros didáticos contribuem pouco. Podem servir para construir os quadros cronológicos do período, mas em geral têm análises superficiais das causas dos conflitos. Déa Fenelon sugere que, para traçar um quadro do cotidiano do entreguerras, se utilize a literatura - obras de Ernest Hemingway, Eugene O'Neill, Érico Veríssimo - ou o cinema de Fritz Lang. Mas até séries de televisão, como Combate, podem servir para a análise de como a guerra é "vendida" para o público.
Para os fatos mais atuais, a classe poderá montar seu próprio arquivo de recortes, reunindo e organizando por temas as notícias parciais que cotidianamente são publicadas na imprensa. Para analisar o projeto de unificação da Europa em 1992, por exemplo, é importante recolher as expectativas e os preparativos dos diferentes países da Comunidade Econômica Européia, suas resistências à proposta e também as posições dos E U A e da URSS
A perestroika e a política de desarmamento de Gorbachev também podem suscitar estimulantes discussões em classe. Um ponto central para o debate é a questão dos destinos do socialismo. Os soviéticos desistiram dele ou apenas procuram um caminho para a modernização?

do filme "Stalingrado"

VÍDEOS

67 Dias
(67 Days, 79, ING) Dir.: Zika Mitrovic. Com: Boris Buzancic, Barbara Eden, Arthur O'Connell, John Ericsson.

Adeus, Meninos (Au Revoir les Enfants, 87, FRA/ALE) Dir.: Louis Malle. Com: Gaspard Manesse, Raphael Feijto, Francine Racette, Stanislas Carre de Melberg, Philippe Morier-Genoud.

Arquitetura da Destruição (Architecture of Doom, The, 94, ALE) Dir.: Peter Cohen. Documentário.

Cidade Sem Passado, Uma (Schreckliche Mädchen, Das, 89, ALE) Dir.: Michael Verhoeven. Com: Lena Stolze, Monika Baungarter, Michael Carr, Fred Stillkraut, Elisabeth Bertram, Michael Guillaume.

Dia de Outubro, Um (Day in October, A, 90, DIN) Dir.: Kenneth Madsen. Com: D.B. Sweeney, Kelly Wolf, Daniel Benzali, Tovah Feldshuh, Ole Lemmeke.

Eleni (idem, 85, EUA) Dir.: Peter Yates. Com: Kate Nelligan, John Malkovich, Linda Hunt, Glenne Headly.

Filhos da Guerra (Europa, Europa, 91, ALE/FRA) Dir.: Agnieszka Holland. Com: Marco Hofschneider, Juliu Delpy, Andre Wilms, Ashley Wanninger, Hanns Zischler, René Hofschneider, Piotr Kozlowski.

Libertação 8 de Maio 9:00 1945 (Liberation 1945, 94, ALE) Dir.: Arnold Schwartzman. Documentário.

Lista de Schindler, A (Schindler's List, 93, EUA) Dir.: Steven Spielberg. Com: Liam Neesom, Ben Kingsley, Ralph Fiennes, Caroline Goodall, Jonathan Sagalle, Embeth Davidtz.

Noite de São Lourenço, A (Notte di San Lorenzo, La, 82, ITA) Dir.: Paolo e Vittorio Taviani. Com: Omero Antonutti, Margarita Lozano.

Roma, Cidade Aberta (Roma, Città Aperta, 46, ITA) Dir.: Roberto Rosselini. Com: Aldo Fabrizi, Anna Magnani, Marcello Pagliero, Maria Michi, Nando Bruno.

Sessão Especial de Justiça (Section Speciale, 74, FRA) Dir.: Costa-Gavras. Com: Louis Seigner, Michael Lonsdale, Ivo Garrini, François Maistre, Jacques Spiesser, Henri Serre, Heinz Bennent, Hans Richter.

Stalingrado (Stalingrad, 92, ALE) Dir.: Joseph Vilsmaier. Com: Dominique Horwitz, Thomas Kretschmann, Jochen Nickel, Sebastian Rudolph, Dana Vavrova.

Vá e Veja (Idi i Smotrí, 84, URS) Dir.: Elem Klimov. Com: Alexey Krávchenko, Olga Mirónova.

Rádio Auriverde (91) Dir. Sylvio Back. Documentário sobre o Brasil na II Guerra.

LIVROS

Berlim no Tempo de Hitler
, Jean Marabini. Cia. das Letras, 1989 (Col. A Vida Cotidiana)

Eichmann em Jerusalém: Um Relato Sobre a Banalidade do Mal,
Hanna Arendt. Diagrama&Texto, 1983

Nazismo: O Triunfo da Vontadel, Alcir Lenharo. Ática (Série Princípios)

A Segunda Guerra Mundial, Marco Chiaretti. Ática (Série História em Movimento)

A Segunda Guerra Mundial: O Planeta em Chamas,
Jayme Brener. Ática (Série
Retrospectiva do Século XX)

TEXTOS

O Sentido Histórico da Segunda Guerra Mundial de Osvaldo Coggiola


Fonte: Clio História

A conquista do Pão

Reação

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Grilhões

Correntes com as quais os escravos eram presos quando castigados.
Brasil - Século XIX
Acervo: Memorial do Imigrante - São Paulo

Heródoto

Heródoto (em grego, Ἡρόδοτος - Hēródotos, na transliteração) foi um historiador grego, continuador de Hecateu de Mileto, nascido no século V a.C. (485?–420 a.C.) em Halicarnasso (hoje Bodrum, na Turquia).

Foi o autor da história da invasão persa da Grécia nos princípios do século V a.C., conhecida simplesmente como As histórias de Heródoto. Esta obra foi reconhecida como uma nova forma de literatura pouco depois de ser publicada.

Antes de Heródoto, tinham existido crónicas e épicos, e também estes haviam preservado o conhecimento do passado. Mas Heródoto foi o primeiro não só a gravar o passado mas também a considerá-lo um problema filosófico ou um projecto de pesquisa que podia revelar conhecimento do comportamento humano. A sua criação deu-lhe o título de "pai da história" e a palavra que utilizou para o conseguir, história, que previamente tinha significado simplesmente "pesquisa", tomou a conotação atual de "história".

A obra Histórias foi frequentemente acusada no velho mundo de influenciável, imprecisa e plagiária. Ataques semelhantes foram preconizados por alguns pensadores modernos, que defendem que Heródoto exagerou na extensão das suas viagens e nas fontes criadas. Contudo, o respeito pelo seu rigor tem aumentado na última metade do século, sendo actualmente reconhecido não apenas como pioneiro na história, mas também na etnografia e antropologia.

Provavelmente escritas entre 450 e 430 a.C., as Histórias foram posteriormente divididas em 9 livros, intituladas segundo os nomes das musas, pelos eruditos alexandrinos. Por volta de 445 a.C., segundo consta, Heródoto fez leituras públicas de sua obra em Atenas.

Quanto ao conteúdo, os primeiros seis livros relatam o crescimento do Império Persa. Começam com uma introdução do primeiro monarca asiático a conquistar as cidades-estado gregas e o verdadeiro tributo, Creso da Lídia. Creso perdeu o reinado para Ciro, o fundador do Império Persa. As primeiras seis obras acabam com a derrota dos persas em 490 a.C., na batalha de Maratona, que constituiu o primeiro retrocesso no progresso imperial.

Os últimos três livros descrevem a tentativa do rei persa Xerxes I da Pérsia de vingar dez anos mais tarde a derrota persa em Maratona e absorver a Grécia no império persa. Histórias acaba em 479 a.C. com a expulsão na batalha de Plateias e o recuo da fronteira do império persa para a linha costeira da Anatólia.

No que diz respeito à vida de Heródoto, sabe-se que foi exilado de Halicarnasso após um golpe de estado frustrado contra a dinastia no poder em que estava envolvido, retirando-se para a ilha de Samos. Parece nunca ter regressado a Halicarnasso, embora em Histórias pareça sentir orgulho de sua cidade natal e da respectiva rainha, Artemísia I de Cária.

Deve ter sido durante o exílio que empreendeu as viagens que descreve em Histórias. Estas viagens conduziram-no ao Egipto, Primeira Catarata, Babilónia, Ucrânia, Itália e Sicília. Heródoto refere uma conversa com um informador em Esparta, e muito certamente terá vivido durante um determinado período em Atenas. Nesta registou as tradições orais das famílias proeminentes, em especial, a Alkmaeonidai, à qual Péricles pertencia do lado materno. Mas os Atenienses não aceitavam os estrangeiros como cidadãos, e quando Atenas apoiou a colónia de Thurii na aniquilação de Itália em 444 a.C., Heródoto tornou-se colono. Desconhece-se se lá morreu ou não.

Numa determinada altura tornou-se um logios – isto é, um recitador de prosa logai ou histórias – cujos temas baseavam-se em contos de batalhas, maravilhas de países distantes e outros acontecimentos históricos. Fez roteiros das cidades gregas e dos maiores festivais atléticos e religiosos, onde dava espectáculos pelos quais esperava pagamento. Em 431 a.C., a guerra do Peloponeso rebentou entre Atenas e Esparta. Poderá ter sido esse conflito, que dividiu o mundo grego, que o inspirou a reunir “logoi” numa narrativa contínua – Histórias – centrada no progresso imperial da Pérsia interrompida pela aliança entre Atenas e Esparta.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3doto

domingo, 9 de novembro de 2008

Livros

Abaixo segue uma grande relação de livros, caso tenha alguma dica, post um comentário.

"Sobre História" de Eric Hobsbawn

Um dos últimos trabalhos de um dos mais respeitados historiadores marxistas ainda vivo, este livro na verdade é uma coleção de ensaios publicados pelo autor, muitos dos quais ainda inéditos


Às armas cidadãos

O livro analisa a revolução francesa desde os antecedentes, incluindo-se aí os princípios liberais e iluministas, até o golpe do "18 brumário" que levou Napoleão Bonaparte ao poder.


1964: A Revolução para inglês ver

Por mais de 30 anos a visão britânica sobre o golpe militar de 1964 ficou guardada em segredo, num arquivo público nos arredores de Londres. Neste livro, o autor mostra a correspondência da época entre o embaixador ingl&ec


A falsa medida do homem

Num mundo cada vez mais intolerante, o livro A Falsa Medida do Homem destaca o determinismo biológico que alimenta até hoje o etnocentrismo ocidental, desmistificando supostas teses que contribuíram para defender a idéia de hie


A Guerra Civil Espanhola

Muito mais que um "ensaio" para Segunda Guerra Mundial, a Guerra Civil Espanhola refletiu a polarização político-ideológica entre fascistas e anti-fascistas, deixando a nação ibérica com um milhão de


A Guerra do Paraguai

Esta coleção, lançada no segundo semestre de 1999, aborda o conteúdo histórico por meio de um texto ficcional, com ilustrações intimamente ligadas ao assunto desenvolvido e textos de apoio, aprofundando as


A História me Absolverá

Conheça o histórico discurso feito por Fidel Castro em 1953, após sua tentativa de derrubar o ditador cubano Fulgêncio Batista seis anos antes da Revolução Cubana.


A Igreja, a Medicina e o Amor

O Concílio de Trento intensificou o controle da Igreja sobre a vida cotidiana. Após a descoberta da América e com a Reforma Protestante, a Igreja estreitou seu controle sobre a vida íntima das pessoas.


A Indústria do Holocausto

Acaba de ser publicado no Brasil um dos livros mais polêmicos dos últimos anos: em A Indústria do Holocausto, o professor judeu americano Norman Finkelstein, mostra que o holocausto foi transformado num mito americano que serve aos int


A revolta dos colonizados

O processo de descolonização e independências da África e da Ásia através das lutas nacionalistas ou da ação diplomática, marcando um importante momento do século XX após a Segund


A Revolução Farroupilha

Este pequeno livro é muito interessante para os estudantes e interessados em história.


A Segunda Guerra Mundial: O planeta em chamas

Um conflito que envolveu o mundo inteiro e matou 45 milhões de pessoas, a Segunda Guerra Mundial entre 1939 e 1945, ficará para sempre na memória da humanidade como um triste marco do século XX.


A Viagem do Descobrimento

A fácil linguagem utilizada pelo jornalista Eduardo Bueno foi fator decisivo para o grande sucesso de sua obra sobre as navegações portuguesas.


A VIDA DOS DOZE CÉSARES

Um clássico sobre o Império Romano. Apesar de ser uma obra descritiva, a narrração da vida dos imperadores por um cronistada época é um relato fabuloso.


Agulha no Palheiro

Essa obra, do historiador Marcio Carrieri, analisa de que maneira os livros didáticos de história enfocam a presença do movimento anarquista no Brasil.


As Conquistas Romanas

Esse primeiro livro indicado da coleção "Guerras que Mudaram o Mundo", analisa as rotas de conquista das legiões romanas que atingiram a Ásia e a África.


As esquinas perigosas da História

As revoluções ainda existem? O historiador brasileiro Valério Arcary afirma que sim e demonstra que elas não dependem da vontade de possíveis revolucionários.


As veias abertas da América Latina

Obra obrigatória para aqueles que gostam de História e querem compreender melhor o desenvolvimento latino americano.


Brasil: Anos 60

O livro focaliza a ditadura militar e a realidade política e cultural dos anos 60 no Brasil, através dos acontecimentos que envolveram a família do personagem Márcio Correia.


Colombo e a América quinhentos anos depois

Livro de fácil leitura e compreensão, mostra o atual debate sobre a viagem de Colombo e sua importância para a modernidade.


Da abolição da escravatura à abolição da miséria

André Rebouças, militante abolicionista, ele é o indivíduo mais ilustre de uma família de intelectuais negros que, ao longo do século XIX, logrou ascender socialmente graças ao estudo.


Deusas e Adivinhas

O livro aborada as diferenças do papel da mulher na sociedade grega e romana, no que toca as práticas religiosas e de adivinhação.


Do Feudalismo ao Capitalismo: Transições

O livro indicado retrata a transição do feudalismo para o capitalismo, fazendo uma análise anterior do próprio feudalismo, para somente depois mostrar sua crise, concomitante ao nascimento do capitalismo.


Educação Ambiental

A escola conhecida como Ecologia Profunda foi inaugurada no início da década de 70 apresentando uma distinção entre a "ecologia superficial" e a "ecologia profunda".


Edward Said: trabalho intelectual e crítica social

O livro é um trabalho editorial organizado pelo Instituto da Cultura Árabe junto com a Editora Casa Amarela, sobre a importância da obra do intelectual palestino Edward Said.


Einstein em Berlim

Num livro que é ao mesmo tempo, biografia e a mais fascinante forma de história, são narrados dezoito anos da vida de um homem, Albert Einstein, e de uma cidade, Berlim, numa época que, de muitas maneiras, definiu o sécu


El Dictador

O livro resgata um dos períodos mais cruéis da ditadura militar argentina, com depoimentos do próprio presidente em exercício na época, o ditador e general Jorge Rafael Videla.


Em que crêem os que não crêem

O livro é um intenso e caloroso diálogo entre Umberto Eco e Carlo Maria Martini. Através de cartas publicadas pela revista italiana Liberal, encontramos um leigo com imenso conhecimento e profundas dúvidas religiosas, e um rel


Era Vargas: A modernização conservadora

O autor focaliza a Era Vargas (1930 a 1945), que empreendeu no Brasil uma nova trajetória, rumo a uma sociedade urbana e industrial.


Fazer a América

O livro faz uma retrospectiva das mais importantes correntes de imigrantes europeus e asiáticos na América Latina, entre 1870 e 1930.


Finis Mundi

Excelente livro paradidático para trabalho com as 1as séries do ensino médio. Um livro de mistério e aventura, que coloca o estudante frente a frente com as questões mais importantes da Idade Média.


Fronteiras e guerras no Prata

Fronteiras e guerras extemas são temas que aparecem freqüentemente interligados nos estudos que focalizam as relações intemacionais entre povos e Estados.


Grécia - Um Olhar Amoroso

É uma viagem através do tempo, das paisagens e das criações da Grécia de outrora, de ontem e de hoje, que nos faz perceber a impressionante imortalidade da língua, da história e das tradições


Guerra e Poder na sociedade feudal

O livro aborda a formação do feudalismo na Europa, através de uma perspectiva que valoriza as relações entre a nobreza guerreira e as estruturas sociais e políticas que marcaram a idade média.


História das Sociedades Americanas

Uma obra fundamental, em especial para professores, para a preparação de aulas e organização de debates acerca da realidade do continente, no contexto mundial de globalização.


História em Manchete

Livro aborda temas atuais, com a questão da terra e terrorismo.


História em Manchete - Na Virada do Século

Os coordenadores do Historianet, professores Claudio Recco e Gabriel Bandouk, acabam de lançar o livro História em Manchete -- Na Virada do Século, que reconstitui importantes momentos da história, a partir dos principais acont


História Global

Nesta obra o professor Gilberto Cotrim, autor de livros didáticos de História há vários anos, alia sua experiência às novas exigências didático-pedagógicas e historiográfica


História Ilustrada das Cruzadas

A Obra relata o movimento cruzadísta, segundo a visão tradicional cristã européia, e tem como grande atrativo mapas e ilustraçoes desse importante movimento iniciado no final do século XI.


Histórias de Adolescentes: Crônicas de um educador

O livro, recomendado a pais, educadores, adolescentes e público em geral, mostra a experiência do autor, como psicólogo, educador e orientador em mais de 24 anos de trabalho junto aos adolescentes de uma das mais importantes institui&c


História das Guerras

Este livro dá conta de quinze momentos-chave em que as armas substituíram a política.


História em Manchete – no vestibular

História em Manchete – no vestibular, é o novo livro do professor Claudio Recco, coordenador do HISTORIANET. O livro aborda um conjunto de temas que foram destaque nas manchetes dos principais jornais em 2008 e, a partir de cada um deles, estabelece a relação presente – passado, para compreender as origens dos movimentos atuais e criar condições para melhor compreensão da História.


História em manchete - no vestibular: Introdução


História em manchete - no vestibular: Quem é Claudio Recco


História em Manchete - no vestibular: Veja os capítulos (sumário)


Império e políticas revolucionárias na América Latina

Nesta obra James Petras analisa a política externa norteamericana na última década e seus efeitos para os países da América Latina


Imperialismo e guerra na Iugoslávia

O livro traça um grande panorama da história da região balcânica, desde os primórdios de sua ocupação, destacando as constantes mudanças ocorridas em virtude de ser uma área estratégica,


Islamismo, de Maomé a nossos dias

Conheça o a história do islamismo e toda sua dimensão cultiral, através da leitura do livro Islamismo, de Maomé a nossos dias


Livro Liberdade? Nem Pensar

"O livro das Conjurações", aborda os principais movimentos emancipacionistas do Brasil, no final do século XVIII. Escrito de forma simples, de agradável leitura, nos faz repensar a história, aliás, caracterí


Manipulação da História

Controlar o passado ajuda a dominar o presente, a legitimar tanto as dominações como as rebeldias.


Mystery Train

A sociedade norte-americana descrita como o reino do absurdo, da mediocridade, do dinheiro, da repetição...


Narcotráfico

O livro do jornalista José Arbex Jr. procura dar uma dimensão maior a questão do narcotráfico, entendendo-a como um grande jogo de poder, que envolve os mais variados interesses geopolíticos.


O Brasil de João Goulart

O livro reúne pronunciamentos do presidente João Goulart, inclusive o famoso discurso feito na Central do Brasil em março de 1964.


O Brasil entre a América e a Europa

Essa interessante obra aborda as relações internacionais do Império Brasileiro, desde o Congresso do Panamá até a Conferência de Washington. Vale a pena conferir.


O Coronel rompe o silêncio

Planejada e organizada pelo Partido Comunista do Brasil, o PC do B, a guerrilha do Araguaia resistiu de 1972 a 1975, e pretendeu formar um amplo movimento camponês, capaz de derrotar a ditadura.


O encontro da revolução com a História

Este é um livro para quem não concebe o futuro como mera continuidade linear do presente


O General em seu Labirinto

A ficção histórica O general em seu labirinto, de Gabriel Garcia Márquez, tem como personagem principal o líder revolucionário Símon Bolívar, que esperava a morte viajando pelas cidades venezuelanas


O Livro das Religiões

Este livro estabelece uma retrospectiva comparada de todas as formas de religiosidade, situando-as historicamente e expondo suas semelhanças e diferenças.


O Livro de Ouro da História do Brasil

Cinco séculos de História brasileira. Nesta história, nomes, datas e locais não são o que mais importa. Em priomeiríssimo plano aparecem as diferentes formas de organização social que ocorreram no pa


O Livro de Ouro das Revoluções

Obra recém lançada pela EDIOURO, aborada os principais movimentos revolucionários ao longo dos últimos cinco séculos da História, destacando as Revoluções Industrial, Francesa e Americana. Veja o sup


Olinda Restaurada

Importante obra sobre a presença holandesa em Pernambuco no século XVII.


Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente

O autor procura demonstrar como foi construída a visão mística que os ocidentais têm sobre o oriente.


Os 300 Esparta

A leitura indicada para este mês de abril foge das características mais tradicionais de livros paradidáticos, pois trata-se de uma série de cinco fascículos de história em quadrinhos.


Os dez dias que abalaram o mundo

O livro do jornalista norte americano John Reed retrata os primeiros dias da Revolução de Outubro de 1917, acompanhados como correspondente na Rússia, com uma linguagem de fácil compreensão.


Os donos da terra

“descoberto em 1500.” Será?? Teria sido mesmo uma “descoberta”? Ou será que foi uma “invasão”?


Os Templários

Após uma narrativa que incorpora a história das cruzadas e descreve muitos de seus personagens, o autor examina a reputação póstuma da Ordem e chama atenção para pertinentes paralelos entre passado e presen


Outra Vez

Che Guevara esta de volta com este livro transcrito de seu arquivo pesoal em Havana. É o diário inédito de sua segunda viagem pela América Latina, entre 1953 e 1956.


REDAÇÃO LINHA A LINHA

No próximo dia 24 de abril a professora Thaís Nicoleti de Camargo lançará , na Bienal do Livro de São Paulo, excelente obra sobre redação, fundamental também para os vestibulandos. Nos do HISTORIANET


Regimes Políticos

Com linguagem objetiva, o livro caracteriza e compara os principais regimes políticos nos séculos XIX e XX.


Religião e Religiosidade no Brasil Colonial

A formaçõ religiosa do povo brasileiro foi marcada principalmente pelo monopólio da Igreja Católica sobre o ensino e por características de origem africana.


Socialismo, caminhos e alternativas

A crise do socialismo é analisada desde a desintegração da União Soviética até suas mais novas perspectivas nesse final de século.


Sociedade dos Socialistas Vivos

O livro é uma análise do novo capítulo em curso do processo de neocolonização do Brasil.


Templários: a criação da Ordem

Não são romances e sim investigações históricas sobre a Ordem dos Templários, do estudioso Pedro Silva.


Um novo olhar

O autor tem o propósito de "resgatar a imagem desse líder soviético da incessante campanha de detração a que ele é submetido há 70 anos, em todo o Ocidente capitalista"


Um Outro Olhar

O livro trata a filosofia utilizando uma apresentação didática, onde questões centrais , como a condição humana, a verdade, o conhecimento e a liberdade são analisados.


Um passeio pela África

Primeiro livro infanto-juvenil do maior africanista do Brasil.


Um Rio Chamado Atlântico

Obra do professor Alberto Costa e Silva, Presidente da Academia Brasileira de Letras e ex-embaixador na Higéria e Benin, lançada pela Editora UFRJ.


Uma História dos Povos Árabes

Obra escrita por Albert Hourani, que de forma abrangente e minuciosa mostra, com muito critério, a formação e evolução das sociedades islâmicas árabes até os nossos dias.


Violência no Campo - O latifúndio e a reforma agrária

Este livro trata de um dos problemas mais sérios do Brasil: a posse e o uso da terra. O Brasil possui os maiores latifúndios e a maior concentração de renda do mundo. Somos o país onde a miséria na zona rural cres